Estou em outra realidade, em outro momento da vida, momento de reflexões, de decisões.
Ouvi hoje de uma colega:" tudo depende de como a gente ver as coisas, de como preferimos enxergá-las", ela tem rezão, hoje não tive um dia bom. Me frustei com obrigações que eu mesma sabia, tinha me preparado para fazê-lá e na hora, como sempre, me perdir.Mas a cabeça vai continuar erguida. Ainda tenho chances...uma ultima chance.
-Insegurança. Essa é a única coisa que consigo sentir nesse momento, aliás, em todos os momentos, apesar de ser o que realmente não queria sentir. Minhas mãos tremen e meu corpo inteiro doi.
-Estou sentada em uma cadeira de plástico, em uma casa cheia de gente, elas fazem barulho todo o tempo, conversam, riem, brincan, falam alto,brigam. É praticamente impossível encontrar um local de paz nessa casa.
Nesse momento, todos já repousam sobre suas camas quentes, embalados por sonhos de uma semana calma. Menos eu. O silêncio se faz presente, e eu encontro a paz sentada aqui, na cadeira .Sozinha..
- Já é o teceiro copo de água que emborco na garganta a baixo, e ainda assim minha boca continua seca como terra no verão.Tolice minha, pensar que tomar água iria dar fim a secuca que me toma conta, não só da minha boca, mas de mim inteira.
-Às vezes fechos os olhos, e consigo sentir uma leve brisa que vem da varadinha e balança suavemente as toalhas estendidas no varal. Essa pequenina brisa acaricia o meu rosto.Por tráz de minhas pállpebras, consigo assistir a todo um passado que não tive. Como posso sentir falta de algo que não participou do meu leque de lembranças?
Não sei.ninguém sabe.
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