quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Tanta coisa pra viver...Então por que ficar assim?

Era como se fosse um filete de água a jorrar de uma imensa cachoeira, ou ouvir de longe o escoar das águas batendo nas pedras, era como querer assistir o por do sol e só alcançar o seu último iluminar, era como visualizar a rapidez de uma estrela cadente sem ter tempo de fazer um pedido. Era, fosse, querer...Os momentos que chegam sem explicação e acabam sem entendimento. Névoa que adormece, calor que não aquece, mistério e mais mistério. Mas o que acontece? resposta nenhuma consigo encontrar.
A sensação era de um conhecer estranho, uma emoção única que há tempos não era vivenciada por mim. O semblante a acalentar, a calmaria no olhar, o toque a confortar. Tudo tão nós. Um café forte para embalar, uma música ao fundo para envolver. Há de se admirar se eu não quisesse silenciar o momento e ouvir somente a tilintar do ponteiro do relógio a cronometrar o tempo, forçando a lembrar  que uma hora, ou melhor, seis horas, o primeiro raio de sol nos penetraria. E, indo de encontro com os avassaladores sentimentos, seria a hora do adeus.
De tempos em tempos, uma lembrança velha foge dos meus pensamentos me forçando a dançar com meus dedos a escrever, e quando tais pensamentos configuram em união de letras, em mim, deixam de fazer sentido e então, diante da imensidão branca, sinto-me liberta.

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