Essa passagem que vou publicar no final é de um dos livros do genial Fiódor Dostoievski intitulado por Nietotchka Niezvânova. (pronúncia um tanto quanto complicada por sinal) Nunca o li. Mas já procurei informações sobre o livro e vi algumas resenhas e enchi da vontade de lê-lo. Lamento por não dispor do capital para compra-lo ou não conhecer alguém que o tenha. Também, estou na fase de "livros demais, tempo de menos"
Enfim, neste momento observei esse trecho como um desabafo meu. Me identifiquei com o que ali fora escrito. Às vezes é isso que acontece; fazemos o bem, tratamos bem as pessoas, nos apegamos a elas, e em certas ocasiões na primeira oportunidade somos deixados de lado, como se jamais possuíssemos um valor ou representasse algo na vida de alguém. É a tal da "novidade" o novo sempre desperta mais interesse. Novas amizades, novos amores...Novos amores, amores novos, amor -es , amo-ré, ré pra quê?
E o que fazer com o seu sentimento, com o que você plantou, molhou, cultivou? é algo doloroso demais perceber que está sendo deixado pra trás. E o que nos resta? penso que é ir em busca do que você, de fato, possui no momento. Algo só seu e quem ninguém vai tirar de você, ou te abandonar: A busca pelo conhecimento. E nessa jornada da vida, você acabará crescendo, amadurecendo, fazendo com que essas pequenas coisas não aflija o seu coração. E consegue erguer a cabeça e dá a volta por cima, e compreender aquilo que Shakespeare dizia em um dos seus mais belos poemas : " E que você tem valor diante da vida".
Acho que estou um pouco confusa, mas é isso que queria dizer. Resta-me no presente momento o resigno da humilde insignificância, a do mundo e a minha.
Fique com o trecho do livro, ele consegue descrever bem melhor.
"Meu amigo, é preciso ter paciência e coragem.
Espera-te uma sorte mais invejável que a minha: você é cem vezes mais artista
do que eu; mas que Deus te dê, pelo menos, um décimo da minha paciência. Estude
e não beba, como te dizia aquele bom proprietário, e, principalmente, começa
tudo de novo, pelo a-bê-cê. O que te aflige? A pobreza, a indigência? Mas a
pobreza e a indigência formam um artista. Elas são inevitáveis, no início. Por
enquanto, você não é necessário a ninguém; ninguém quer saber de você; assim
é o mundo. Espere, e mais coisas acontecerão quando souberem o que você
vale."
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