terça-feira, 6 de novembro de 2012

...' Passam as vontades que voltam no outro dia'

... Às vezes eu precinto que é como uma saudade, de um tempo que ainda não passou'


Não sei o que acontece mas nesse momento uma leve tristeza bateu na minha porta, e eu a deixei entrar. É sempre assim, penso que vou ter forças pra não permiti que isso aconteça, mas acontece, e a partir disso eu mudo. Me fecho. Me calo. E mergulho em pensamentos. Volto ao passado e revivo as lembranças adormecidas.
Há alguns meses venho tentando de todas as formas esquecer um amor. Um amor que por descuido, vacilo, um toque de imaturidade sei lá, foi interrompido. Busco me distrair, conhecer gente nova, beijar outras bocas, senti outros abraços e tocar em outras mãos. Por vezes instantaneamente eu consigo não pensar. Mas outras, a saudade pega no pé e não há santo que a faça desgrudar.
O quê ou quem vai determinar o limiar de uma mente para que ela se torne livre? Quem determina  que a dor petrifique e não mais incomode? Estou  levando minha vida... até chego a pensar que estou me tornando outra pessoa, um pouco melhor quem sabe...Mas é que dá uma vontade louca de ir atrás de quem a gente gosta e matar essa sede da saudade, meu Deus. Como dói perceber que a vida tua segue tão limpa de mim, e que eu não represente coisa alguma em teu viver. Como a percepções de cada individuo são diferentes! Só me faz pensar que um relacionamento não é troca. 
Não sei o que pensar... está tudo confuso por aqui hoje, mas eu sei que vai passar. 


07 de março de 2012 -  00:10

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