Não sei o que acontece mas nesse momento uma leve tristeza
bateu na minha porta, e eu a deixei entrar. É sempre assim, penso que vou ter
forças pra não permiti que isso aconteça, mas acontece, e a partir disso eu mudo.
Me fecho. Me calo. E mergulho em pensamentos. Volto ao passado e revivo as
lembranças adormecidas.
Há alguns meses venho tentando de todas as formas esquecer um amor. Um amor que por descuido, vacilo, um toque de imaturidade sei lá, foi interrompido. Busco me distrair, conhecer gente nova, beijar outras
bocas, senti outros abraços e tocar em outras mãos. Por vezes instantaneamente eu
consigo não pensar. Mas outras, a saudade pega no pé e não há santo que a faça
desgrudar.
O quê ou quem vai determinar o limiar de uma mente para que
ela se torne livre? Quem determina que a dor petrifique e não mais incomode? Estou levando minha vida... até chego a
pensar que estou me tornando outra pessoa, um pouco melhor quem sabe...Mas é que dá uma vontade louca de ir atrás
de quem a gente gosta e matar essa sede da saudade, meu Deus. Como dói perceber que
a vida tua segue tão limpa de mim, e que eu não represente coisa alguma em
teu viver. Como a percepções de cada individuo são diferentes! Só me faz pensar
que um relacionamento não é troca.
Não sei o que pensar... está tudo confuso por aqui hoje, mas
eu sei que vai passar.
07 de março de 2012 - 00:10
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