terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sobre amores pungentes


Não consigo mais fingir. A saudade pesa em meus suspiros tristes e sinto sua falta a cada tilintar do relógio. Por mais que eu tente lutar contra essa tristeza desenfreada que me invade, sua falsa felicidade me indigna e me faz sofrer. A todo momento pergunto-me o motivo de sua partida e lamento sua ausência. 
O modo como me desmonta aos risos quando passa por mim e como consegue bambear minhas pernas com um simples toque ou um beijo na bochecha de bom dia. Tudo tornou-se trivial e agora somos como todos, sem distinguir-nos nos prazeres proibidos da vida.
Aquele desejo irrefreável, aquela ira apaixonada, aqueles minutos... Morreram? Sumiram? Acabaram?
Como pode tamanha poesia terminar em uma simples curva? Como podem tantas promessas não serem cumpridas apenas por medo?
Era desejo, paixão. A desilusão chegou e tornou amor. O amor é pungente e insistente. Para mim, apenas. Curiosidade me domina por querer saber o que você pensa, sente e quer. É amor? Dói? Insiste? Ou apenas uma pausa como todas as outras?



( Texto escrito no dia 27 de setembro de 2012)

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