terça-feira, 6 de novembro de 2012

Devaneio meu



Queria que pudesse sentir nesse momento o meu Cheiro. A minha pele esta tão suave e macia, que seria algo extremamente agradável que você estivesse ao meu lado me acariciando. Tudo me faz te lembrar e todos os cheiros estão guardados, cheiros que te lembram.
Sentir o teu sussurro, o teu afago, o teu sugar o ar ao encostar-se à minha nuca e em meus ouvidos. Ah, como iria aparecer em tua frente um ser completamente derramado em teus braços, pronto a uma total entrega, onde todos os nossos sentidos se uniriam em um único espaço transbordando a órbita que nos cobre. Teus braços firmes a me envolver, tua boca macia a me beijar. Beijando-me por inteira com a intensidade que desafia as leis dos pobres homens banais.
Existe um labirinto que surge e me faz lembrar que o caminho até você, e todo esse deliciamento de emoções e sentimentos e puro e forte desejo é algo extremamente inexistente e inexplorável.  A realidade do desejo é distante, amarga, cruel.  E pior é pensar que tudo não existe e nunca existiu.
Mergulho no meu maior mar da serenidade e busco em um lago de amarguras toda a imaginação que nutre o que não existe. Trago na memória, somente na memória o rabisco de sol. Sol que representa surgimento, dia, clarão, e quem sabe, realidade.

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